segunda-feira, 31 de maio de 2010

Combate ao bullying pode virar lei em Pernambuco.




No meio da rua, no centro do Recife, se compra um game pirata no qual os competidores são estimulados a perseguir os estudantes mais gordinhos ou os chamados nerds e a bater neles.

É o que se chama de bullying, um tipo de agressão gerada pela intolerância, que está nas escolas e agora também nesses jogos eletrônicos.

"Ser valentão estimula essa violência. Vivemos em uma sociedade em que a perversão e o prazer em ver o sofrimento do outro é boa", diz Carlos Brito, psicólogo.

Mas essa violência pode virar caso de polícia. É o que uma turma de direito está estudando.

"Existem medidas sócioeducativas que vai dar advertências, liberdade assistida, prestação de serviços à comunidade, a semiliberdade e o caso excepcional que é a prisão", fala Anabel Pessoa, coordenadora do curso de Direito

As escolas públicas e privadas de Pernambuco podem ser obrigadas a incluir no projeto pedagógico o combate ao bullying. Isso é o que prevê um projeto de lei que está na Assembleia Legislativa.

Se a lei contra o bullying já estivesse em vigor em Pernambuco, provavelmente um rapaz não teria as marcas que tem hoje da perseguição que sofreu. "Você passa a se sentir totalmente diminuído, excluído, você passa a se sentir nada", afirma.

Situação que Humberto Suassuna, estudante, não precisa mais enfrentar. Ele tem síndrome de down. Está no último ano do curso de educação física. Assim que percebeu o comportamento dos colegas dele, a direção da faculdade destacou um monitor para acompanhá-lo todo o tempo.

"Sempre teve essa preocupação de me atender, me acolher, consegui ficar em sala regular e através disso eu vou conquistando a quebra desse paradigma", afirma.

Vítimas de bullying vão à Justiça.

A Justiça tem sido a saída das vítimas de bullying para pôr fim às agressões de adolescentes contra colegas nas escolas. Pelo me­­nos em dois casos recentes, essa foi a solução encontrada. Na última quarta-feira, em Belo Hori­zon­­te, os pais de um jovem de 15 anos foram condenados a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma estudante, vítima de agressões morais praticadas pelo filho. Na mesma semana, a Justiça gaúcha estabeleceu indenização de R$ 2 mil a uma professora agredida em sala de aula por um aluno de 13 anos.

No caso mineiro, ocorrido em 2008 no Colégio Santa Dorotéia – de classe média alta –, o aluno foi acusado de intimidar a colega de 7.ª série, considerando-a parte de um suposto “G.E.”, ou “grupo das ex­­cluídas”, taxadas de lésbicas pelo estudante. Ela também foi ofendida ao ser chamada de “prostituta e interesseira”, por namorar um rapaz mais rico, conforme a sentença do juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27.ª Vara Cível de Belo Horizonte. A decisão é de primeira instância.
Ao fundamentar a decisão, Hi­­lário considerou que “apesar de ser o garoto acusado um adolescente e estar na fase de formação física e moral, há um limite que não deve ser excedido’’. Já a escola foi condenada a pagar parte dos custos processuais e dos honorários advocatícios da parte autora da ação, apesar de ter sido isentada de culpa. O juiz considerou que foram tomadas me­­didas para evitar a perseguição, como mudança dos lugares dentro da sala e reuniões com os envolvidos.

A chegada do bullying à esfera cível é um alerta para que educadores, pais e alunos firmem um no­­vo pacto dentro das escolas, a fim de evitar que situações de humilhação ocorram debaixo das vistas de diretores e professores. Para o mestre em Psicologia da In­­fância e Adolescência pela Uni­­ver­sidade Federal do Paraná (UFPR), Caio Feijó, a decisão poderá resolver o caso em questão, mas também vai fazer com que o próprio agressor assuma o papel de agredido. “Vai servir de exemplo, mas pode haver duas conotações. Ele poderá ser apontado co­­mo ‘o cara’, por ter gerado toda essa ex­­po­­sição, mas também poderá ser obrigado até a sair da escola, de tanto que vão praticar o bullying contra ele, como ‘o con­­denado’, ou ‘o julgado’”, diz Fei­­jó. Ele considera ain­­da que, em face do contexto na­­cional, “o juiz agiu como no futebol, quando expulsa um jogador e retoma as rédeas da partida. Com certeza esse garoto foi um laranja, um bode expiatório, para ver se a si­­­tuação muda um pouco”, analisa.

Acessando a Justiça, o resultado é conseguido pela coerção, segundo o psicólogo. Assim, os pais ameaçam o filho de punição em caso de reincidência, após o prejuízo causado pela indenização. “Mas a coerção também é negativa, pois mostra que somos incompetentes porque não co­­nhecemos outros meios além de ameaçar e punir. A psicologia tem propostas muito consistentes para educação, como o reforço de comportamentos desejados ao invés de punir os indesejados, com foco nos bons comportamentos”, indica. A mudança po­­de ser conseguida por meio da discussão de valores em dinâmicas de grupo, assim que o professor detecte indícios de perseguição contra algum estudante. “Quando os alunos são valorizados eles mudam o comportamento ameaçador do bullying e deixam de praticá-lo”, garante o psicólogo.

sábado, 29 de maio de 2010

Quais são as consequências do bullying?

Um livro interessantíssimo sobre o assunto é o Bullying escolar – perguntas e respostas, recém-lançado pela editora Artmed e escrito pela pedagoga Cléo Fante e pelo psicólogo José Augusto Pedra.

Alguns trechos do livro explicam bem quais as consequências:

Para a vítima:

"Em alguns casos, a vítima desenvolve um mecanismo de defesa, que lhe faculta superar o problema. São aquelas que se dedicam ao extremo aos estudos ou a outras atividades, conseguindo destaque e notoriedade. Como exemplo, podemos citar as gozações e a exclusão que sofreu na escola o renomado escritor Rubem Alves. Por seu oriundo do interior, em função das roupas que usava e do sotaque mineiro, estudando numa escola de elite do Rio de Janeiro, ele passou por vários sofrimentos emocionais. No entanto, um grande número de vítimas não consegue resultado satisfatório de auto-superação. Ao contrário muitas pedem para ser deixadas em paz, mas parece que ninguém as ouve. Algumas conseguem interromper os maus-tratos mediante a violência, como forma de revide. Outras se encorajam e buscam auxílio junto aos adultos, conseguindo ou não resultados positivos. Em casos extremados, algumas vítimas no limiar do sofrimento, resolvem dar fim à própria vida. Outras se armam, se vingam de colegas e professores, para, em seguida, cometer suicídio. Existem outras que perdem a autoconfiança e desenvolvem tiques nervosos, ansiedade, obsessões, compulsões, fobia escolar e social, bloqueios, dificuldade de manter-se controlada em focos de tensão, além de transtornos psicológicos."

Para o agressor:

"Os praticantes de bullying comumente apresentam distanciamento dos objetivos escolares, baixo nível acadêmico e dificuldades de adaptação às regras escolares e sociais, devido às suas atitudes indisciplinadas, desafiantes, perturbadoras, resultando em déficit de aprendizagem e desinteresse pelos estudos. Podem tornar-se arrogantes, manipuladores, cruéis, “durões”, além de desenvolver liderança negativa. Podem introjetar a noção de que conseguem destaque e notoriedade por meio de comportamentos autoritários, abusivos e violentos, o que pode conduzi-los ao caminho da delinqüência e da criminalidade."


"O autor de bullying tem grande probabilidade de adotar comportamentos anti-sociais ou delinqüentes, devido à falta de limites ou de modelos educativos que direcionem seu comportamento de auto-realização na vida para ações proativas e solidárias. As regras de convívio escolar e social são encaradas com desmotivação, uma vez que ele se sente superior aos demais e aprendeu a conviver sentindo-se mais gratificado com as próprias regras internalizadas, que lhe dão mais notoriedade e destaque perante seus iguais. Pela insegurança que sente, resultante da carência de amor e limites, suas ações são desprovidas de consideração, de empatia e de compaixão pelos colegas, adotando postura desafiadora frente às figuras de autoridade, como pais, professores e policiais, como expressão da necessidade de sentir-se valorizado e respeitado. Por isso, tais atitudes podem ser encaradas como pedido de ajuda e sinalizador de que algo não está bem. O praticante de bullying apresenta maior suscetibilidade ao envolvimento em gangues, brigas, tráfico, porte ilegal de armas, abuso de álcool e de drogas. Tende a praticar a violência doméstica e o assédio moral em seu local de trabalho, além de apresentar baixa resistência à frustração."

"Estudos demonstram que os agressores têm maior probabilidade de praticar atos delinqüentes e criminosos e violência doméstica. Nesse sentido, o pesquisador Dan Olweus (Fante, 2005) desenvolveu estudos longitudinais com um grupo de adolescentes identificados como autores de bullying com idades entre 12 e 16 anos. Em seus estudos, ele concluía que, antes de completar 24 anos de idade, 60% dos adolescentes haviam sido apenados com pelo menos uma condenação legal. Nessa mesma linha de pesquisa, estudiosos americanos disseram haver grande probabilidade de esses agressores ainda terem, no mínimo, mais duas condenações legais durante a vida."

O livro não tem uma linguagem muito complexa, é um ótimo livro sobre o assunto, além de ser útil.

Como agir diante do Bullying

No mundo real ou virtual, o problema requer atenção de pais e professores. Se a escola é o local em que a criança sofre a intimidação, os pais devem entrar em contato com professores e diretores, que devem coibir esse tipo de ação entre os estudantes.

“É preciso também estimular a auto-estima dos pequenos. As maiores vítimas são as crianças tímidas, que não conseguem se defender e exigir que os colegas parem com a "brincadeira". Os pais devem incentivar a criança a fazer isso, sem estimular a violência. A criança deve conseguir dizer com firmeza: "eu não quero brincar", "eu não sou isso que você está dizendo". Brigar com o filho vítima de bullying não dará a coragem que a criança precisará para ser firme”, explica a pedagoga Cleo Fante, especialista em bullying.

Alguns fatores podem justificar a dificuldade de defesa das vítimas: estar em minoria frente aos agressores; ser de menor estatura ou força física; apresentar pouca habilidade de defesa e de auto-expressão; inabilidade em lidar com as circunstâncias estressantes e desagradáveis; pouca flexibilidade psicológica e baixa resistência à frustração. No entanto, isso ocorre principalmente por sentirem medo de seus agressores. Quem sofre bullying deve exigir que os colegas parem com a "brincadeira", exigir isso sem violência.

As causas do bullyng

Primeiramente, peço desculpas pelo meu desaparecimento do blog, pois tive uma semana bem cheia e quando tinha um tempo livre fiquei sem internet.

Algumas pessoas consideram o bullying uma ação primitiva, pois é como que um instinto. Em todas as espécies existe um ser que intimida o outro, seja através de defesa de território, prioridade de acasalamento, etc. Mas será que o bullying é realmente isso?

Ontem, quando fui dormir, fiquei pensando: "O que leva uma criança/adolescente a praticar o bullying?". Talvez a má educação e violência doméstica, ou até mesmo a "super proteção" dos pais. Decidi fazer uma pesquisa, e aqui está a resposta:

"Bullying é causado pela "necessidade" de um indivíduo de se impor sobre outro para satisfação pessoal e demonstração de poder. Acontece entre crianças e adolescentes quando essa "necessidade" é maior, pois é quando a sua "definição social" se está formando, assim como a sua personalidade se está estabilizando.”

Talvez essa seja a resposta mais cabível.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Demi Lovato - Teens Against Bullying

Apresentaremos um vídeo feito pela atriz e cantora Demi Lovato num projeto anti-bullying nos USA. Há pouco tempo ocorreu um suicídio de uma estudante de 15 anos nos Estados Unidos, que após sofrer uma série de ataques físicos e verbais, descrito como torturante, ela teria sido vítima de calúnias e atacada com latas de bebidas. O que chamou a atenção de várias pessoas para esse assunto. Confira:





Confira este outro, feito no dia 25 de setembro de 2009, do qual Demi Lovato diz que já sofreu bullying.


Câmara de Porto Alegre cria lei contra bullying

Prevenir a humilhação e a violência entre colegas de escola é o principal objetivo de um projeto de lei aprovado ontem por unanimidade na Câmara Municipal de Porto Alegre. De autoria do vereador Mauro Zacher (PDT), a proposta é combater o bullying com políticas permanentes nas escolas da capital gaúcha.

Para acabar com ações como disseminação de fofoca, boatos e agressões físicas e psicológicas – atitudes consideradas bullying pelo projeto –, o texto prevê o desenvolvimento de planos locais para a prevenção e o combate às práticas nas escolas com a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para o diagnóstico do problema.

– O objetivo é que o município invista em ações que ajudem a acabar com uma cultura escolar que permite essas ações. Uma das consequências dessas práticas é a queda no desempenho do aluno, evasão escolar e, muitas vezes, até tentativa de suicídio da vítima – afirma Zacher.

Um levantamento feito em Porto Alegre, na Escola Estadual Odila Gay, pelo especialista Marcos Rolim, concluiu que 47% dos jovens, alunos do Ensino Fundamental, foram vítimas de bullying.

O que diz a lei:

::: Práticas como ameaças e agressões físicas como bater e socar, submissão do outro, pela força, à condição humilhante, destruição proposital de bens alheios, insultos ou atribuição de apelidos vergonhosos ou humilhantes, comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças econômico-sociais, físicas, culturais, morais e religiosas são alguns exemplos.

Fonte: (http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc/19,0,2820425,Camara-de-Porto-Alegre-cria-lei-contra-bullying.html)

Uma Luta Mundial - veja as atitudes de outros países.

Diversos países do mundo vêm traçando estratégias para reduzir a agressividade entre estudantes. Confira alguns dos casos considerados mais significativos:

Portugal

- Um estudo indica que 23% das crianças sofrem bullying duas ou três vezes por mês. A Procuradoria-geral da República de Portugal pretende definir o bullying como um crime específico de violência escolar previsto no Código Penal do país. Com isso, passaria a ter um enquadramento penal diferente do que costuma ser aplicado a casos de violência em geral. Além disso, a denúncia de agressões no âmbito escolar passaria a ser obrigatória por parte dos diretores das escolas. A proposta foi encaminhada no final de março para os ministérios da Justiça e da Educação.

Noruega

- As pesquisas sobre os efeitos nocivos do bullying tiveram impulso, no final dos anos 70, graças ao trabalho de estudiosos como o pioneiro Dan Olweus. Ele desenvolveu um questionário capaz de identificar e quantificar os casos de hostilidade entre colegas e permitiu vincular casos de suicídio juvenil com a perseguição sistemática sofrida no ambiente escolar. A Noruega foi um dos primeiros países a lançar um programa nacional antibullying. Ele prevê a adoção de regras de convívio, formação de comitês escolares, treinamento de professores e apoio às vítimas.

Espanha

- Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade Complutense de Madri desenvolveu um método aplicado, segundo os responsáveis, com sucesso em escolas espanholas. Utiliza-se um programa de computador em que os alunos identificam, de forma anônima, os colegas de que gostam ou não na turma. Assim, os educadores conseguem descobrir problemas de relacionamento e agir de forma preventiva, antes que o bullying ocorra.

Canadá

- Cerca de 10% a 15% dos estudantes secundários afirmam serem vítimas de violência física ou psicológica ao menos uma vez por semana. O país investe em pesquisa e campanhas de prevenção por meio do Centro Nacional de Prevenção ao Crime. Projetos recebem financiamento a fim de desenvolver ações antiviolência, seja em uma ou poucas escolas, seja com amplitude nacional.

Finlândia

- A Finlândia é um dos poucos países que já especificou, por meio de lei, esse tipo de violência escolar. Quando a intimidação é promovida de forma persistente e intencional – características fundamentais do bullying –, o agressor pode ser punido com penas que vão desde o pagamento de multa até restrição de liberdade. As escolas onde os atos de violência são registrados, caso não tenham se empenhado em preveni-los, ficam sujeitas a processos judiciais por negligência.

Estados Unidos

- Nos Estados Unidos, muitos casos de reações violentas de alunos estão ligadas a histórico de bullying, como o notório massacre de Columbine, em 1999. Como reação aos casos de perseguição escolar, a maior parte dos Estados norte-americanos já aprovou leis para coibir esse tipo de violência e que obrigam as escolas a adotar planos de prevenção e medidas disciplinares para combater as ações de intimidação. A prevenção ao bullying também costuma fazer parte do currículo dos alunos.

República Checa

- Após três episódios dramáticos registrados em 1999, em que uma criança atirou em si mesma, outra teve um colapso nervoso e uma terceira foi ameaçada de afogamento por colegas, o governo checo lançou um projeto piloto para combater o bullying. Colocado em prática em 2002 e 2003, o programa levou à constatação de que uma abordagem ampla – incluindo treinamento de todo o pessoal escolar, educação das famílias, ação conjunta da polícia e de conselhos locais e supervisão das atividades – é capaz de reduzir em até 75% os casos de violência.

Fonte: Zero Hora

sábado, 15 de maio de 2010

Atos de Bullying que terminaram em tragédia

Sabemos então o que é bullying, os efeitos que causam e um dos muitos casos que aconteceram no Brasil, o caso de Felipe, que foi vitimado, mas não reagiu há humilhação que lhe eram feitas, não terminou em tragédia. Mas existem casos de bullying que terminaram em morte:

*Estados Unidos – Colorado - 1999
Dois estudantes da Columbine High School , Eric Harris, 18 anos, e Dylan Klebold, 17 anos, mataram 12 colegas de 1 professor da escola e depois cometeram suicídio. Os dois estudantes sofriam de bullying. Este caso virou um filme “Tiros em Columbine”, de Michael Moore, que ganhou o Oscar em 2003.

*Brasil – São Paulo - 2003
Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, sofria bullying dos seus colegas de classe desde os 7 anos. Em 2003, o estudante foi no colégio em que estudou armado com um revólver, atingiu nove pessoas e depois se suicidou.

*Estados Unidos – Virgínia – 2007
O estudante da Virgínia Tech, Cho Seung-hui, 23 anos, coreano, invadiu a universidade em que estudava, matou 30 pessoas, dentre uma delas, um professor, e depois se matou.

Esses são alguns casos de bullying que viraram tragédia. Isso porque as pessoas não se conscientizam de que o ato é humilhante e não uma brincadeira, e não percebem que isso prejudica o psicológico de uma pessoa temporariamente ou até para sempre.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Bullying na TV

Durante o Altas Horas deste sábado, dia 17 de abril, o apresentador Serginho Groisman promoveu uma discussão com a plateia sobre o tema. Muitas pessoas relataram casos e um menino, chamado Felipe, revelou que sofre com o bullying.

Comovidos com a agressão sofrida pelo menino, Marcius Melhem, Luciano e Maria Rita também comentaram o bullying. Para finalizar a conversa, Serginho Groisman propôs ajudar e acompanhar o Felipe para mostrar a evolução do caso.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Comercial anti-bullying

Veja esse comercial sobre o anti-bullying:







O criador desse comercial foi bullying.org que oferece programas de educação e recursos para indivíduos, famílias, instituições e organizações educacionais. A finalidade é facilitar a aprendizagem e dispor recursos educacionais para ajudar as pessoas a lidar de forma eficaz e positiva com o ato de assédio moral e as suas consequências negativas duradouras.

Quem quiser visitar: http://www.bullying.org/


(Isabelle Barbosa)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Comportamento: leve á sério desde o primeiro sinal.

Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos-essas são algumas das características mais usuais das vítimas. O bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas retraídas, inseguras.
Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos
Os agressores geralmente os líderes de turma, os mais populares-aqueles que gostam de colocar apelido nos mais frágeis.

Bem além da brincadeira sem graça.

O bullying, em um conceito claro e simples, são os atos agressivos que ocorrem repetitivamente entre alunos em uma escola.
O lugar onde os alunos deviam se sentir seguros, se transforma em um pesadelo. Os alunos que sofrem bullying são atormentados pelos "valentões", que a cada dia cometem agressões físicas e também verbais, excluindo-os dos que se dizem superiores.
Por não fazerem parte do "modelo" que um determinado grupo de pessoas se encaixam, eles são perseguidos diariamente e sofrem com as várias agressões, então um bloqueio na confiança dessa pessoa acontece. Ele se recusa a ir para a escola, fica com medo de sair de casa, enfim, ocorre, involuntariamente, o desejo de se isolar.
É que o bullying vai muito além da brincadeira sem graça, ele mexe bem mais com o emocional da pessoa que sofre as agressões, do que com o estado físico. As marcas e manchas das agressões saem, mas o que fica é um imenso trauma que gera inúmeras consequências, como a falta de segurança do indivíduo em tudo que ele faz.
Não só para os que sofrem as agressões, mas também os que praticam sofrem sérios problemas. Os tais "valentões" crescem, e se tornam mais violentos com o passar do tempo, tendo como destino a cadeia, ou um futuro mal sucedido.
E então é assim, como quando se tenta unir as duas extremidades de um guardanapo de papel, o indivíduo que é rejeitado é o triângulo que não se enquadra, e o resto é o grupo que faz um "modelo", dizendo que você não se encaixa!

Isabela Aguiar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vídeo: Stop Bullying

Bullying

Você sabe o que é bullying? Pois então, o bullying é uma palavra em inglês que é utilizada para descrever atos de violência, que são praticados por uma pessoa (daí o termo "bully" que designa valentão) ou através de um grupo, onde um outro indivíduo sofre sérias agressões. Assim, podemos definir o bullying como a agressão psicológica ou física contra alguém.
É sobre isso que iremos tratar ao longo de um mês. Nos foi dada a tarefa de informar e prevenir nossos leitores. A coordenação do nosso trabalho é da professora Katilini de Oliveira, que leciona a disciplina de português. Somos alunos do 1º ano "A" do ensino médio do Colégio Grupo Gênese de Ensino (GGE), localizado em Pernambuco, na cidade de Recife.
Todos nós da equipe iremos postar algo de interesse para nossos leitores.
Nossa equipe é composta por:
  • André Lima Ramos
  • Berg Monteiro
  • Braynner Andrade
  • Camyla Gabriela
  • Isabela Aguiar
  • Isabelle Barbosa
  • Victor Duarte