segunda-feira, 7 de junho de 2010

Reflexão.

" Vivemos à uma velocidade de 24hrs por dia e a 60min por hora. A essa velocidade nesse mesmo instante, há milhares de seres humanos doando sempre o melhor de si. Não deveriamos seguir o mesmo exemplo? " (Maite Perroni)


" Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável. "(Augusto Cury)


" Bondosos corações daqueles que estendem a mão sem esperar nada em troca,depende de nós semear a vontade de ajudar quem precisa, incerta é a nossa vez para precisar da ajuda dos outros. " (Autor Desconhecido)


"Qual o momento exato em que começamos a decidir a nossa vida? Quem testou nossos pais para saber se seriam capazes de escolher o melhor para gente? Quando eles escolhem nosso colégio será que têm a consciência que esse lugar vai marcar a nossa história para sempre?” – (Alfonso Herrera)


Filme: Bang Band You're dead!

Treiler do filme original "Bang Bang You're dead!". O filme conta a vida de um jovem que sofre bullying na escola, o que o leva a cometer atos de violência.




Se você quiser assistir ao filme, procure em alguma locadora ou você pode encontrá-lo legentado no youtube. Está dividido em três partes. Confira:

Primeira parte:


Segunda parte:


Terceira Parte:



Agradecimentos: Jaíne Junqueira.

Filme feito por alunos.

Feito por alunos para um trabalho de Filosofia e originado do filme "Bang Bang You're Dead". Veja o Trailer:




Caso você queira saber a continuação, procure no youtube "Bang Bang você está morto" e irá aparecer.

Abra os olhos, enxergue bem.


E eram mãos dadas,
mãos vazias, sem armas nenhuma.
Eram apenas mãos dadas pra brincar de roda,
sem querer soltar, pra cair, ou porque as mãos não combinavam.
Eram as mãos mais puras dadas,
sem ver diferança alguma.
Eram mais que apenas mãos dadas,
compartilhavam mais idéias e pensamentos do que o calor das mãos.
Era só o que se projetava na cabeça da criança que se escondia no escuro do corredor.

Até onde vai chegar?
Bullying: abra os olhos pra ver a covardia que quase ninguem enxerga.

Isabela Aguiar.

Papel dos Pais.

Dar exemplos positivos e ser modelo de comportamentos assertivos.
Ensinar seus filhos a fazerem amigos, promover a amizade.
Muitas situações de bullying acontecem dentro de casa, entre familiares. Não colocar apelidos ou ridicularizar as crianças no ambiente familiar.
Mostrar aos jovens de forma consistente (através de mensagens verbais e não verbais) que eles têm a permissão para se defenderem e protegerem seu espaço e o seu corpo.
Ensinar as crianças a serem bons repórteres de incidentes que possam acontecer com eles ou com os outros.
Estar sempre vigilantes – não ignorar os sinais que as crianças mostram quando alguma coisa não está bem: tristeza, apatia, não querer ir para a escola, baixo rendimento escolar, depressão, distúrbios alimentares.
Manter seus filhos sempre orientados e informados – a informação e a orientação são essenciais para o desenvolvimento da confiança e autoestima. E manter claro que você deve respeitar para ser respeitado e que somos todos um, e não devemos fazer com o outro o que não queremos que eles façam com a gente.




Papel dos Jovens.

Mude seu jeito de pensar. Esta é a mudança mais importante! Você precisa parar de pensar como vítima. Para conseguir fazer isto, imagine-se como alguém forte e independente. Fale NÃO ao seu agressor - pesquisas mostram que em 50% dos casos, um agressor se retrai se você diz não, em um tom de voz firme, com uma postura corporal que não demonstre medo ou insegurança.
Fique sempre com pessoas. Mesmo quando você estiver sozinho, ande junto com os grupos, principalmente nos corredores da escola, nos portões, parquinho, pátios e no caminho para casa. Sente ao lado de outras pessoas. Não se isole. Acredite, você tem todo o direito de estar e ficar aonde quiser.
Se você estiver se sentindo com vergonha, intimidado, com medo, triste, solitário, e/ou se você tem dificuldades de fazer amigos, procure ajuda com um adulto de sua confiança.
Mantenha-se seguro e proteja-se.
Encontre maneiras de permitir que as pessoas conheçam você melhor. Quando as pessoas se aproximam umas das outras, a conexão entre elas elimina o vazio que dá a chance para a prática do bullying acontecer.
Se você não conseguir enfrentar seu agressor sozinho, peça ajuda. Sempre peça ajuda aos seus pais, professores, diretores da escola aonde você estuda. A escola tem a obrigação e o dever de proibir a prática do bullying dentro das suas salas de aula. Nunca deixe de conversar com seus pais - eles são as pessoas que mais amam você no mundo.
Seja uma boa testemunha, que usa seu poder de influência para defender quem está sendo alvo ou para reportar o incidente para um adulto.
Nunca desista e acredite que os adultos querem ouvir e ajudar.


Lembre-se: SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO.






O Bullying é fonte de traumas psicológicos e baixo rendimento escolar e faz parte da realidade das escolas brasileiras e o assunto está na agenda dos pedagogos e educadores.

Há poucos dias, um estudante de 12 anos precisou passar por uma intervenção cirúrgica devido a uma agressão ocorrida dentro da unidade de ensino localizada no Jardim Hipódromo -SP. O caso foi parar na polícia e no Conselho Tutelar.

"Meu filho estava na escola, quando veio outro aluno e deu um soco nas costas dele, e outro o chutou na região genital", conta a mãe Ivaneide dos Santos.

O aluno ficou a aula toda com dor e, quando chegou em casa, não aguentou e começou a chorar. "Ele ficou segurando na escola de vergonha e não falou pra ninguém", fala.Segundo pesquisa divulgada pela organização não-governamental (ONG) Plan Brasil, quase um terço (28%) dos 5.168 estudantes brasileiros entre a 5ª e 8ª séries do primeiro grau sofreram maus-tratos em 2009.Quando esses maus-tratos são recorrentes, acontecendo mais de três vezes no mesmo ano, configuram, de acordo com a metodologia da pesquisa, em bullying.

Os mais atingidos por esses fatos são os meninos. Segundo o estudo, 12,5% dos estudantes do sexo masculino foram vítimas desse tipo de agressão, número que cai para 7,6% entre as meninas. A sala de aula é apontada como local preferencial das agressões, onde acontecem cerca de 50% dos casos relatados.Em Belo Horizonte (MG), um estudante da 7ª série de um colégio particular foi condenado a pagar uma indenização de R$ 8 mil pela prática de bullying. Na ação, a colega de classe relatou que, com pouca convivência, o garoto passou a lhe colocar apelidos e a fazer insinuações, que se tornaram frequentes com o passar do tempo.

Na Câmara Federal está tramitando um projeto que cria o Programa de Combate ao Bullying. Se aprovado, o Programa vai estabelecer medidas de capacitação de professores, campanhas para orientação dos pais e campanhas de conscientização da sociedade. Além disso, o programa tem como objetivo viabilizar a assistência psicológica, social e jurídica a vítimas e agressores.A proposta, de autoria do deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), está sendo analisada pela comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e depois tramitará nas pastas de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se todas as comissões aprovarem, o projeto não precisará ser votado pelo plenário, segue direto para o Senado.

Dica de leitura


Agressões, assédios e ações desrespeitosas praticadas de modo intencional e recorrente por parte dos agressores, no âmbito escolar, caracterizam o bullying que, diga-se, deve ser tão antigo quanto a própria instituição denominada escola. Bullying - Mentes perigosas nas escolas - como identificar e combater o preconceito, a violência e a covardia entre alunos, da médica Ana Beatriz Barbosa Silva, professora honoris causa pela UniFMU (SP) e presidente da AEDDA - Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção (SP), teve nova edição lançada há poucos dias pela Editora Objetiva.

A autora analisa as várias formas do bullying, investiga com profundidade os vários aspectos da questão e, no capítulo final, propõe o que pode ser feito para enfrentar a questão. Nas páginas finais da obra, a autora relaciona sites úteis, dicas de filmes e farta bibliografia sobre a matéria. A autora trata do bullying desde o início, fala do começo dos estudos científicos sobre o tema, no início da década de 1970 e apresenta casos estrangeiros e brasileiros sobre a questão, bem como informações sobre projeto de lei de iniciativa de deputado paulista sobre a matéria. A autora traça um panorama global da juventude em tempos modernos e, em capítulo importante do livro, traz depoimentos de celebridades como Bill Clinton, Madonna, Tom Cruise, Michael Phelps e David Beckham sobre suas trajetórias vitoriosas e sobre o bullying. Os leitores vão constatar que muitos famosos também já sofreram na mão de colegas no tempo escolar e vão saber como eles transformaram o limão em limonada. O livro da doutora Ana Beatriz traz informações necessárias para alunos, pais, professores e profissionais de diversas áreas para lidar com tema tão relevante e atual e procurar soluções pacíficas que se traduzam no melhor caminho para todos. Acima de tudo, a obra nos revela que é melhor prevenir do que remediar, que é preciso lidar cotidianamente e em conjunto para evitar danos e traumas que podem marcar vidas para sempre. Editora Objetiva, 188 páginas, http://www.objetiva.com.br/.



Fonte: Jornal do Comércio

Feio - o livro

Existe um livro chamado "Feio", que pela sinopse eu achei bastante interessante, mas não sei bem dizer se realmente há algo sobre bullying, mas achei uma frase bastante interessante na capa do livro que mi dispertou a curiosidade:

"No mundo em que todos buscão a perfeição, o normal é feio"

Acredito que esteja assim no livro.
O que nos leva a pensar com essa frase é que o mundo está moldado pela beleza e que isso pode ser um grande causador de preconceito, aonde e perfeição corpórea é que é levado em conta.

Comunidade Anti-Bullying

Hoje vim aqui anunciar a existência de uma comunidade be(eeeeeeeeeeee)m massa de alguns amigos meus, seu assunto é exatamente o bullying em geral. Podemos debater o assunto, sempre é bom dar sua opinião. Link da comunidade:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=102287358

Participem, por favor (:

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Allan Beane


"As escolas fecham os olhos ao bullying"

Um dos maiores especialistas em violência entre estudantes diz que a omissão dos educadores é fator decisivo para o aumento de casos .

Quem pensa que o universo infantil é povoado exclusivamente de inocência, ingenuidade e ausência de maldade sente um baque cada vez que notícias sobre bullying – quando crianças agridem verbalmente, fisicamente e psicologicamente seus colegas – são divulgadas. Nessas últimas semanas, os casos se intensificaram. Em março, a princesa Aiko, filha de 8 anos do herdeiro do trono no Japão, o príncipe Naruhito, faltou seis dias na escola por causa de dores de estômago e ansiedade depois de ser zombada pelos coleguinhas. Semanas depois, nove adolescentes foram indiciados após o suicídio de uma garota de 15 anos supostamente motivado por bullying nos Estados Unidos. E, desde o início de abril, o País de Gales investiga 23 crianças em caso de agressões e abusos sexuais contra uma colega de classe. Detalhe: algozes e vítima têm apenas 6 anos. Isso para ficar nos casos que ganharam os holofotes.



"Quando a criança conta aos pais que está sofrendo bullying,
geralmente já é assediada há muito tempo"


No Brasil, situações de violência entre alunos acontecem diariamente. Referência mundial no assunto, com sete livros publicados, além de 36 anos de experiência como educador da Murray State University (Kentucky, EUA), o americano Allan Beane, 60 anos, afirma que o bullying sempre existiu, mas nunca foi tão frequente e cruel. Com a demanda, ele presta consultoria em quatro investigações criminais e cinco ações judiciais – além de dar palestras sobre o tema e de ter desenvolvido um método anti-bullying para escolas. Beane, que acaba de lançar no Brasil o livro “Proteja Seu Filho do Bullying”, fala com um triste conhecimento de causa. Ele perdeu o filho há dez anos por consequências indiretas da violência praticada nas escolas.


"A existência de um “melhor amigo” reduz drasticamente
a duração e o sofrimento da vítima do bullying."

terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma Boa Leitura - parte 2

Existem alguns detalhes importantes do livro que são bons citar aqui no blog.
O livro mostra vários tipos de bullying, iremos citar alguns aqui:

->Lúcio - descriminado por dançar ballet. Dizem-lhe que é esporte feminino, e até seu pais e seus irmão não lhe apoiaram. A única pessoa que lhe deu apoio foi sua mãe, que teve que esconder, que Lúcio estava dançando ballet, da família. Com isso surgiu um "muro de berlim", como a escritora mesma fala, na casa de Lúcio, de um lado, ele e sua mãe, do outro, seu pai e seus irmãos.

->Roseana - Menina ótima em português, mas foi usada por colegas da classe para fazer um trabalho, aonde um deles acabou por fazer copias e vendê-las. Roseana foi chamada pela diretoria e acabou levando um bronca.

->Tatiana - Teve problemas na família pelo pai ser de família negra e pela mãe de família branca. Os avós maternos brigaram com a família e tratam as netas como se fossem animais.

->Marina - Tem dislexia e recebe o apelido de tartaruga por ter dificuldade no aprendizado, sendo a última a ser escolhida para grupos.

Frases do livro para reflexão:

"Parece que as pessoas imaginam que existe receita de gente. Só pode ser isso. Basta alguém ser um pouco diferente da mairia, lá vem descriminação"

"(...) Roseana, Lúcio, a Tatiana, a Jéssica. Todos nós fazemos parte dessa tribo "sofredora""

"Por isso o Brasil é considerado um dos países mais miscigenados do mundo. E isso é superlegal. Bem-vindas as diferenças!"

"(...)Escritores são importantes porque têm um papel social - eles dão voz aos excluídos, aos que não podem ser ouvidos."

"Cada vez mais me convenço de que essa mania de discriminar e botar apelido nos colegas não leva a nada. Cada pessoa tem um tipo de beleza, um talento oculto."

Uma Boa Leitura - parte 1

Existe um livro que aconselho muito para quem quer entender melhor o que é o bullying, com direitos a exemplos e reações baseadas em estudos em escolas.



Este livro que aconselho é "Como é duro ser diferente!", de Giselda Laporta. Giselda formou-se em jornalismo, mas decidida a torna-se escritora. Seus livros, em sua grande maioria, são infantis e juvenis, de caráter fictício, poético e ensaio. "Como é duro ser diferente!" surgiu de palestras em escola e também da constatação do autora sobre certas pessoas que descriminão outras apenas por estas serem diferentes, pondo-lhe apelidos, nome ofensivos, entre outros.



O livro trás a historia de Layla, que se sente diferente dos outros de suas escola, mas que também tem amigos que se sentem do mesmo jeito e que todos eles sofrem com "brincadeiras" crueis. Com essa história muito intrigante, as pessaos poderão ver com outros olhos aqueles que lhe rodeiam.



Bullying é o uso do poder ou da força para intimidar ou perseguir os outros na escola (school place bullying) ou no trabalho (work place bullying). As vítimas dessa intimidação repetida e recorrente são normalmente pessoas que sem defesas são incapazes de motivar outras para agir em seu apoio.

A revista Marie Claire, edição inglesa de março de 2004, publicou as seguintes fotos de 8 vítimas de bullying, que mostram bem a universalidade do problema.