sábado, 17 de julho de 2010

Vitamin(um mangá que trata do Bullying)

RESUMO

Vitamin é um mangá de um volume, então, falar sobre ele não é complicado. A história conta o drama de Sawako Yarimizu, uma garota normal de 15 anos, que depois de ser enganada e usada pelo namorado, que a chantageia de todas as formas para que ela aceite fazer sexo com ele (*onde e como ele deseja*). Descoberta em uma situação constrangedora, a fofoca se espalha e ela passa a ser perseguida e humilhada pelos colegas de todas as formas possíveis. Afinal, é ela que se comportou como uma qualquer e foi vista fazendo sexo na escola.
A família não compreende sua depressão e vontade de não retornar à escola. Já o professor orientador, que está mais ou menos ciente do tipo de assédio e violência que a menina está sofrendo (bullying), diz simplesmente que "hoje em dia as crianças são muito fracas". A sociedade baseada em honra e vergonha não admite fraquezas, e o professor não pode mostrar compaixão pela menina.

Vitima de Bullying


A protagonista Sawako Yarimitsu,se torna vítima de bullying.E isso significa um festival de de violência psicológica que pode levar leitores mais sensíveis as lágrimas - e não tão sensíveis a revolta.É interessante prestar atenção nos subtons sociais da história, que podem passar batidos com a carga dramática da leitura.Um dos motivos pelos quais muito se juntam ao verdadeiro massacre moral feito contra a pobre Sawako, por exemplo, é justamente o medo de se tornar o próximo alvo da fúria do resto do grupo.Não adianta pedir ajudar - ela não virá.O sistema educacional japonês ( encarnado na figura de um professor) é omisso,como visto antes.E só resta à Sawako deixar de ir à escola, com todas as consequências sociais que tal ato desencadeia. É quando ela volta aos antigos sonhos - aqueles que foram esmagados pela rotina escolar - e decide se tornar quadrinista. É esse sonho que a ajudará a se erguer da depressão e tomar as rédeas de sua vida, rédeas que ela não tinha sob controle antes mesmo do bullying.E, pensado bem, a história no fundo é sobre isso - sobre ser dono da própria vida, e dane-se o resto.Se pensamos em retorspectiva, a tragédia começou justamente porque uma menina não soube dizer ''não'' para algo que ela não tinha vontade de fazer.
Parece spoiler?Sim, mas isso pouco importa, porque a própria força da história ao ser contada que sustenta leitura - e é difícil crer que não haja nada de autobiográfia nela,tamanho o grau de derramamento emocional ao qual somos submetidos. O que temos aqui de dor e superação extrema - e por que não dizer, catarse. Não vamos mas autora simplesmente manda (simbolicamente ) o todo-poderoso sistema educacional japonês, que nada fez pela personagem... bem, obviamente eu não posso escrever para onde a autora mandou o sistema com todas as palavras. E é final corajoso, diga-se de passagem. Outra coisa que conta pontos: a família não está lá como enfeite e é justamente a figura da mãe um dos fatores de empatia mais importantes da história.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Reflexão.

" Vivemos à uma velocidade de 24hrs por dia e a 60min por hora. A essa velocidade nesse mesmo instante, há milhares de seres humanos doando sempre o melhor de si. Não deveriamos seguir o mesmo exemplo? " (Maite Perroni)


" Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável. "(Augusto Cury)


" Bondosos corações daqueles que estendem a mão sem esperar nada em troca,depende de nós semear a vontade de ajudar quem precisa, incerta é a nossa vez para precisar da ajuda dos outros. " (Autor Desconhecido)


"Qual o momento exato em que começamos a decidir a nossa vida? Quem testou nossos pais para saber se seriam capazes de escolher o melhor para gente? Quando eles escolhem nosso colégio será que têm a consciência que esse lugar vai marcar a nossa história para sempre?” – (Alfonso Herrera)


Filme: Bang Band You're dead!

Treiler do filme original "Bang Bang You're dead!". O filme conta a vida de um jovem que sofre bullying na escola, o que o leva a cometer atos de violência.




Se você quiser assistir ao filme, procure em alguma locadora ou você pode encontrá-lo legentado no youtube. Está dividido em três partes. Confira:

Primeira parte:


Segunda parte:


Terceira Parte:



Agradecimentos: Jaíne Junqueira.

Filme feito por alunos.

Feito por alunos para um trabalho de Filosofia e originado do filme "Bang Bang You're Dead". Veja o Trailer:




Caso você queira saber a continuação, procure no youtube "Bang Bang você está morto" e irá aparecer.

Abra os olhos, enxergue bem.


E eram mãos dadas,
mãos vazias, sem armas nenhuma.
Eram apenas mãos dadas pra brincar de roda,
sem querer soltar, pra cair, ou porque as mãos não combinavam.
Eram as mãos mais puras dadas,
sem ver diferança alguma.
Eram mais que apenas mãos dadas,
compartilhavam mais idéias e pensamentos do que o calor das mãos.
Era só o que se projetava na cabeça da criança que se escondia no escuro do corredor.

Até onde vai chegar?
Bullying: abra os olhos pra ver a covardia que quase ninguem enxerga.

Isabela Aguiar.

Papel dos Pais.

Dar exemplos positivos e ser modelo de comportamentos assertivos.
Ensinar seus filhos a fazerem amigos, promover a amizade.
Muitas situações de bullying acontecem dentro de casa, entre familiares. Não colocar apelidos ou ridicularizar as crianças no ambiente familiar.
Mostrar aos jovens de forma consistente (através de mensagens verbais e não verbais) que eles têm a permissão para se defenderem e protegerem seu espaço e o seu corpo.
Ensinar as crianças a serem bons repórteres de incidentes que possam acontecer com eles ou com os outros.
Estar sempre vigilantes – não ignorar os sinais que as crianças mostram quando alguma coisa não está bem: tristeza, apatia, não querer ir para a escola, baixo rendimento escolar, depressão, distúrbios alimentares.
Manter seus filhos sempre orientados e informados – a informação e a orientação são essenciais para o desenvolvimento da confiança e autoestima. E manter claro que você deve respeitar para ser respeitado e que somos todos um, e não devemos fazer com o outro o que não queremos que eles façam com a gente.




Papel dos Jovens.

Mude seu jeito de pensar. Esta é a mudança mais importante! Você precisa parar de pensar como vítima. Para conseguir fazer isto, imagine-se como alguém forte e independente. Fale NÃO ao seu agressor - pesquisas mostram que em 50% dos casos, um agressor se retrai se você diz não, em um tom de voz firme, com uma postura corporal que não demonstre medo ou insegurança.
Fique sempre com pessoas. Mesmo quando você estiver sozinho, ande junto com os grupos, principalmente nos corredores da escola, nos portões, parquinho, pátios e no caminho para casa. Sente ao lado de outras pessoas. Não se isole. Acredite, você tem todo o direito de estar e ficar aonde quiser.
Se você estiver se sentindo com vergonha, intimidado, com medo, triste, solitário, e/ou se você tem dificuldades de fazer amigos, procure ajuda com um adulto de sua confiança.
Mantenha-se seguro e proteja-se.
Encontre maneiras de permitir que as pessoas conheçam você melhor. Quando as pessoas se aproximam umas das outras, a conexão entre elas elimina o vazio que dá a chance para a prática do bullying acontecer.
Se você não conseguir enfrentar seu agressor sozinho, peça ajuda. Sempre peça ajuda aos seus pais, professores, diretores da escola aonde você estuda. A escola tem a obrigação e o dever de proibir a prática do bullying dentro das suas salas de aula. Nunca deixe de conversar com seus pais - eles são as pessoas que mais amam você no mundo.
Seja uma boa testemunha, que usa seu poder de influência para defender quem está sendo alvo ou para reportar o incidente para um adulto.
Nunca desista e acredite que os adultos querem ouvir e ajudar.


Lembre-se: SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ QUER VER NO MUNDO.






O Bullying é fonte de traumas psicológicos e baixo rendimento escolar e faz parte da realidade das escolas brasileiras e o assunto está na agenda dos pedagogos e educadores.

Há poucos dias, um estudante de 12 anos precisou passar por uma intervenção cirúrgica devido a uma agressão ocorrida dentro da unidade de ensino localizada no Jardim Hipódromo -SP. O caso foi parar na polícia e no Conselho Tutelar.

"Meu filho estava na escola, quando veio outro aluno e deu um soco nas costas dele, e outro o chutou na região genital", conta a mãe Ivaneide dos Santos.

O aluno ficou a aula toda com dor e, quando chegou em casa, não aguentou e começou a chorar. "Ele ficou segurando na escola de vergonha e não falou pra ninguém", fala.Segundo pesquisa divulgada pela organização não-governamental (ONG) Plan Brasil, quase um terço (28%) dos 5.168 estudantes brasileiros entre a 5ª e 8ª séries do primeiro grau sofreram maus-tratos em 2009.Quando esses maus-tratos são recorrentes, acontecendo mais de três vezes no mesmo ano, configuram, de acordo com a metodologia da pesquisa, em bullying.

Os mais atingidos por esses fatos são os meninos. Segundo o estudo, 12,5% dos estudantes do sexo masculino foram vítimas desse tipo de agressão, número que cai para 7,6% entre as meninas. A sala de aula é apontada como local preferencial das agressões, onde acontecem cerca de 50% dos casos relatados.Em Belo Horizonte (MG), um estudante da 7ª série de um colégio particular foi condenado a pagar uma indenização de R$ 8 mil pela prática de bullying. Na ação, a colega de classe relatou que, com pouca convivência, o garoto passou a lhe colocar apelidos e a fazer insinuações, que se tornaram frequentes com o passar do tempo.

Na Câmara Federal está tramitando um projeto que cria o Programa de Combate ao Bullying. Se aprovado, o Programa vai estabelecer medidas de capacitação de professores, campanhas para orientação dos pais e campanhas de conscientização da sociedade. Além disso, o programa tem como objetivo viabilizar a assistência psicológica, social e jurídica a vítimas e agressores.A proposta, de autoria do deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), está sendo analisada pela comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e depois tramitará nas pastas de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se todas as comissões aprovarem, o projeto não precisará ser votado pelo plenário, segue direto para o Senado.

Dica de leitura


Agressões, assédios e ações desrespeitosas praticadas de modo intencional e recorrente por parte dos agressores, no âmbito escolar, caracterizam o bullying que, diga-se, deve ser tão antigo quanto a própria instituição denominada escola. Bullying - Mentes perigosas nas escolas - como identificar e combater o preconceito, a violência e a covardia entre alunos, da médica Ana Beatriz Barbosa Silva, professora honoris causa pela UniFMU (SP) e presidente da AEDDA - Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção (SP), teve nova edição lançada há poucos dias pela Editora Objetiva.

A autora analisa as várias formas do bullying, investiga com profundidade os vários aspectos da questão e, no capítulo final, propõe o que pode ser feito para enfrentar a questão. Nas páginas finais da obra, a autora relaciona sites úteis, dicas de filmes e farta bibliografia sobre a matéria. A autora trata do bullying desde o início, fala do começo dos estudos científicos sobre o tema, no início da década de 1970 e apresenta casos estrangeiros e brasileiros sobre a questão, bem como informações sobre projeto de lei de iniciativa de deputado paulista sobre a matéria. A autora traça um panorama global da juventude em tempos modernos e, em capítulo importante do livro, traz depoimentos de celebridades como Bill Clinton, Madonna, Tom Cruise, Michael Phelps e David Beckham sobre suas trajetórias vitoriosas e sobre o bullying. Os leitores vão constatar que muitos famosos também já sofreram na mão de colegas no tempo escolar e vão saber como eles transformaram o limão em limonada. O livro da doutora Ana Beatriz traz informações necessárias para alunos, pais, professores e profissionais de diversas áreas para lidar com tema tão relevante e atual e procurar soluções pacíficas que se traduzam no melhor caminho para todos. Acima de tudo, a obra nos revela que é melhor prevenir do que remediar, que é preciso lidar cotidianamente e em conjunto para evitar danos e traumas que podem marcar vidas para sempre. Editora Objetiva, 188 páginas, http://www.objetiva.com.br/.



Fonte: Jornal do Comércio

Feio - o livro

Existe um livro chamado "Feio", que pela sinopse eu achei bastante interessante, mas não sei bem dizer se realmente há algo sobre bullying, mas achei uma frase bastante interessante na capa do livro que mi dispertou a curiosidade:

"No mundo em que todos buscão a perfeição, o normal é feio"

Acredito que esteja assim no livro.
O que nos leva a pensar com essa frase é que o mundo está moldado pela beleza e que isso pode ser um grande causador de preconceito, aonde e perfeição corpórea é que é levado em conta.

Comunidade Anti-Bullying

Hoje vim aqui anunciar a existência de uma comunidade be(eeeeeeeeeeee)m massa de alguns amigos meus, seu assunto é exatamente o bullying em geral. Podemos debater o assunto, sempre é bom dar sua opinião. Link da comunidade:

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=102287358

Participem, por favor (:

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Allan Beane


"As escolas fecham os olhos ao bullying"

Um dos maiores especialistas em violência entre estudantes diz que a omissão dos educadores é fator decisivo para o aumento de casos .

Quem pensa que o universo infantil é povoado exclusivamente de inocência, ingenuidade e ausência de maldade sente um baque cada vez que notícias sobre bullying – quando crianças agridem verbalmente, fisicamente e psicologicamente seus colegas – são divulgadas. Nessas últimas semanas, os casos se intensificaram. Em março, a princesa Aiko, filha de 8 anos do herdeiro do trono no Japão, o príncipe Naruhito, faltou seis dias na escola por causa de dores de estômago e ansiedade depois de ser zombada pelos coleguinhas. Semanas depois, nove adolescentes foram indiciados após o suicídio de uma garota de 15 anos supostamente motivado por bullying nos Estados Unidos. E, desde o início de abril, o País de Gales investiga 23 crianças em caso de agressões e abusos sexuais contra uma colega de classe. Detalhe: algozes e vítima têm apenas 6 anos. Isso para ficar nos casos que ganharam os holofotes.



"Quando a criança conta aos pais que está sofrendo bullying,
geralmente já é assediada há muito tempo"


No Brasil, situações de violência entre alunos acontecem diariamente. Referência mundial no assunto, com sete livros publicados, além de 36 anos de experiência como educador da Murray State University (Kentucky, EUA), o americano Allan Beane, 60 anos, afirma que o bullying sempre existiu, mas nunca foi tão frequente e cruel. Com a demanda, ele presta consultoria em quatro investigações criminais e cinco ações judiciais – além de dar palestras sobre o tema e de ter desenvolvido um método anti-bullying para escolas. Beane, que acaba de lançar no Brasil o livro “Proteja Seu Filho do Bullying”, fala com um triste conhecimento de causa. Ele perdeu o filho há dez anos por consequências indiretas da violência praticada nas escolas.


"A existência de um “melhor amigo” reduz drasticamente
a duração e o sofrimento da vítima do bullying."

terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma Boa Leitura - parte 2

Existem alguns detalhes importantes do livro que são bons citar aqui no blog.
O livro mostra vários tipos de bullying, iremos citar alguns aqui:

->Lúcio - descriminado por dançar ballet. Dizem-lhe que é esporte feminino, e até seu pais e seus irmão não lhe apoiaram. A única pessoa que lhe deu apoio foi sua mãe, que teve que esconder, que Lúcio estava dançando ballet, da família. Com isso surgiu um "muro de berlim", como a escritora mesma fala, na casa de Lúcio, de um lado, ele e sua mãe, do outro, seu pai e seus irmãos.

->Roseana - Menina ótima em português, mas foi usada por colegas da classe para fazer um trabalho, aonde um deles acabou por fazer copias e vendê-las. Roseana foi chamada pela diretoria e acabou levando um bronca.

->Tatiana - Teve problemas na família pelo pai ser de família negra e pela mãe de família branca. Os avós maternos brigaram com a família e tratam as netas como se fossem animais.

->Marina - Tem dislexia e recebe o apelido de tartaruga por ter dificuldade no aprendizado, sendo a última a ser escolhida para grupos.

Frases do livro para reflexão:

"Parece que as pessoas imaginam que existe receita de gente. Só pode ser isso. Basta alguém ser um pouco diferente da mairia, lá vem descriminação"

"(...) Roseana, Lúcio, a Tatiana, a Jéssica. Todos nós fazemos parte dessa tribo "sofredora""

"Por isso o Brasil é considerado um dos países mais miscigenados do mundo. E isso é superlegal. Bem-vindas as diferenças!"

"(...)Escritores são importantes porque têm um papel social - eles dão voz aos excluídos, aos que não podem ser ouvidos."

"Cada vez mais me convenço de que essa mania de discriminar e botar apelido nos colegas não leva a nada. Cada pessoa tem um tipo de beleza, um talento oculto."

Uma Boa Leitura - parte 1

Existe um livro que aconselho muito para quem quer entender melhor o que é o bullying, com direitos a exemplos e reações baseadas em estudos em escolas.



Este livro que aconselho é "Como é duro ser diferente!", de Giselda Laporta. Giselda formou-se em jornalismo, mas decidida a torna-se escritora. Seus livros, em sua grande maioria, são infantis e juvenis, de caráter fictício, poético e ensaio. "Como é duro ser diferente!" surgiu de palestras em escola e também da constatação do autora sobre certas pessoas que descriminão outras apenas por estas serem diferentes, pondo-lhe apelidos, nome ofensivos, entre outros.



O livro trás a historia de Layla, que se sente diferente dos outros de suas escola, mas que também tem amigos que se sentem do mesmo jeito e que todos eles sofrem com "brincadeiras" crueis. Com essa história muito intrigante, as pessaos poderão ver com outros olhos aqueles que lhe rodeiam.



Bullying é o uso do poder ou da força para intimidar ou perseguir os outros na escola (school place bullying) ou no trabalho (work place bullying). As vítimas dessa intimidação repetida e recorrente são normalmente pessoas que sem defesas são incapazes de motivar outras para agir em seu apoio.

A revista Marie Claire, edição inglesa de março de 2004, publicou as seguintes fotos de 8 vítimas de bullying, que mostram bem a universalidade do problema.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Combate ao bullying pode virar lei em Pernambuco.




No meio da rua, no centro do Recife, se compra um game pirata no qual os competidores são estimulados a perseguir os estudantes mais gordinhos ou os chamados nerds e a bater neles.

É o que se chama de bullying, um tipo de agressão gerada pela intolerância, que está nas escolas e agora também nesses jogos eletrônicos.

"Ser valentão estimula essa violência. Vivemos em uma sociedade em que a perversão e o prazer em ver o sofrimento do outro é boa", diz Carlos Brito, psicólogo.

Mas essa violência pode virar caso de polícia. É o que uma turma de direito está estudando.

"Existem medidas sócioeducativas que vai dar advertências, liberdade assistida, prestação de serviços à comunidade, a semiliberdade e o caso excepcional que é a prisão", fala Anabel Pessoa, coordenadora do curso de Direito

As escolas públicas e privadas de Pernambuco podem ser obrigadas a incluir no projeto pedagógico o combate ao bullying. Isso é o que prevê um projeto de lei que está na Assembleia Legislativa.

Se a lei contra o bullying já estivesse em vigor em Pernambuco, provavelmente um rapaz não teria as marcas que tem hoje da perseguição que sofreu. "Você passa a se sentir totalmente diminuído, excluído, você passa a se sentir nada", afirma.

Situação que Humberto Suassuna, estudante, não precisa mais enfrentar. Ele tem síndrome de down. Está no último ano do curso de educação física. Assim que percebeu o comportamento dos colegas dele, a direção da faculdade destacou um monitor para acompanhá-lo todo o tempo.

"Sempre teve essa preocupação de me atender, me acolher, consegui ficar em sala regular e através disso eu vou conquistando a quebra desse paradigma", afirma.

Vítimas de bullying vão à Justiça.

A Justiça tem sido a saída das vítimas de bullying para pôr fim às agressões de adolescentes contra colegas nas escolas. Pelo me­­nos em dois casos recentes, essa foi a solução encontrada. Na última quarta-feira, em Belo Hori­zon­­te, os pais de um jovem de 15 anos foram condenados a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma estudante, vítima de agressões morais praticadas pelo filho. Na mesma semana, a Justiça gaúcha estabeleceu indenização de R$ 2 mil a uma professora agredida em sala de aula por um aluno de 13 anos.

No caso mineiro, ocorrido em 2008 no Colégio Santa Dorotéia – de classe média alta –, o aluno foi acusado de intimidar a colega de 7.ª série, considerando-a parte de um suposto “G.E.”, ou “grupo das ex­­cluídas”, taxadas de lésbicas pelo estudante. Ela também foi ofendida ao ser chamada de “prostituta e interesseira”, por namorar um rapaz mais rico, conforme a sentença do juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27.ª Vara Cível de Belo Horizonte. A decisão é de primeira instância.
Ao fundamentar a decisão, Hi­­lário considerou que “apesar de ser o garoto acusado um adolescente e estar na fase de formação física e moral, há um limite que não deve ser excedido’’. Já a escola foi condenada a pagar parte dos custos processuais e dos honorários advocatícios da parte autora da ação, apesar de ter sido isentada de culpa. O juiz considerou que foram tomadas me­­didas para evitar a perseguição, como mudança dos lugares dentro da sala e reuniões com os envolvidos.

A chegada do bullying à esfera cível é um alerta para que educadores, pais e alunos firmem um no­­vo pacto dentro das escolas, a fim de evitar que situações de humilhação ocorram debaixo das vistas de diretores e professores. Para o mestre em Psicologia da In­­fância e Adolescência pela Uni­­ver­sidade Federal do Paraná (UFPR), Caio Feijó, a decisão poderá resolver o caso em questão, mas também vai fazer com que o próprio agressor assuma o papel de agredido. “Vai servir de exemplo, mas pode haver duas conotações. Ele poderá ser apontado co­­mo ‘o cara’, por ter gerado toda essa ex­­po­­sição, mas também poderá ser obrigado até a sair da escola, de tanto que vão praticar o bullying contra ele, como ‘o con­­denado’, ou ‘o julgado’”, diz Fei­­jó. Ele considera ain­­da que, em face do contexto na­­cional, “o juiz agiu como no futebol, quando expulsa um jogador e retoma as rédeas da partida. Com certeza esse garoto foi um laranja, um bode expiatório, para ver se a si­­­tuação muda um pouco”, analisa.

Acessando a Justiça, o resultado é conseguido pela coerção, segundo o psicólogo. Assim, os pais ameaçam o filho de punição em caso de reincidência, após o prejuízo causado pela indenização. “Mas a coerção também é negativa, pois mostra que somos incompetentes porque não co­­nhecemos outros meios além de ameaçar e punir. A psicologia tem propostas muito consistentes para educação, como o reforço de comportamentos desejados ao invés de punir os indesejados, com foco nos bons comportamentos”, indica. A mudança po­­de ser conseguida por meio da discussão de valores em dinâmicas de grupo, assim que o professor detecte indícios de perseguição contra algum estudante. “Quando os alunos são valorizados eles mudam o comportamento ameaçador do bullying e deixam de praticá-lo”, garante o psicólogo.

sábado, 29 de maio de 2010

Quais são as consequências do bullying?

Um livro interessantíssimo sobre o assunto é o Bullying escolar – perguntas e respostas, recém-lançado pela editora Artmed e escrito pela pedagoga Cléo Fante e pelo psicólogo José Augusto Pedra.

Alguns trechos do livro explicam bem quais as consequências:

Para a vítima:

"Em alguns casos, a vítima desenvolve um mecanismo de defesa, que lhe faculta superar o problema. São aquelas que se dedicam ao extremo aos estudos ou a outras atividades, conseguindo destaque e notoriedade. Como exemplo, podemos citar as gozações e a exclusão que sofreu na escola o renomado escritor Rubem Alves. Por seu oriundo do interior, em função das roupas que usava e do sotaque mineiro, estudando numa escola de elite do Rio de Janeiro, ele passou por vários sofrimentos emocionais. No entanto, um grande número de vítimas não consegue resultado satisfatório de auto-superação. Ao contrário muitas pedem para ser deixadas em paz, mas parece que ninguém as ouve. Algumas conseguem interromper os maus-tratos mediante a violência, como forma de revide. Outras se encorajam e buscam auxílio junto aos adultos, conseguindo ou não resultados positivos. Em casos extremados, algumas vítimas no limiar do sofrimento, resolvem dar fim à própria vida. Outras se armam, se vingam de colegas e professores, para, em seguida, cometer suicídio. Existem outras que perdem a autoconfiança e desenvolvem tiques nervosos, ansiedade, obsessões, compulsões, fobia escolar e social, bloqueios, dificuldade de manter-se controlada em focos de tensão, além de transtornos psicológicos."

Para o agressor:

"Os praticantes de bullying comumente apresentam distanciamento dos objetivos escolares, baixo nível acadêmico e dificuldades de adaptação às regras escolares e sociais, devido às suas atitudes indisciplinadas, desafiantes, perturbadoras, resultando em déficit de aprendizagem e desinteresse pelos estudos. Podem tornar-se arrogantes, manipuladores, cruéis, “durões”, além de desenvolver liderança negativa. Podem introjetar a noção de que conseguem destaque e notoriedade por meio de comportamentos autoritários, abusivos e violentos, o que pode conduzi-los ao caminho da delinqüência e da criminalidade."


"O autor de bullying tem grande probabilidade de adotar comportamentos anti-sociais ou delinqüentes, devido à falta de limites ou de modelos educativos que direcionem seu comportamento de auto-realização na vida para ações proativas e solidárias. As regras de convívio escolar e social são encaradas com desmotivação, uma vez que ele se sente superior aos demais e aprendeu a conviver sentindo-se mais gratificado com as próprias regras internalizadas, que lhe dão mais notoriedade e destaque perante seus iguais. Pela insegurança que sente, resultante da carência de amor e limites, suas ações são desprovidas de consideração, de empatia e de compaixão pelos colegas, adotando postura desafiadora frente às figuras de autoridade, como pais, professores e policiais, como expressão da necessidade de sentir-se valorizado e respeitado. Por isso, tais atitudes podem ser encaradas como pedido de ajuda e sinalizador de que algo não está bem. O praticante de bullying apresenta maior suscetibilidade ao envolvimento em gangues, brigas, tráfico, porte ilegal de armas, abuso de álcool e de drogas. Tende a praticar a violência doméstica e o assédio moral em seu local de trabalho, além de apresentar baixa resistência à frustração."

"Estudos demonstram que os agressores têm maior probabilidade de praticar atos delinqüentes e criminosos e violência doméstica. Nesse sentido, o pesquisador Dan Olweus (Fante, 2005) desenvolveu estudos longitudinais com um grupo de adolescentes identificados como autores de bullying com idades entre 12 e 16 anos. Em seus estudos, ele concluía que, antes de completar 24 anos de idade, 60% dos adolescentes haviam sido apenados com pelo menos uma condenação legal. Nessa mesma linha de pesquisa, estudiosos americanos disseram haver grande probabilidade de esses agressores ainda terem, no mínimo, mais duas condenações legais durante a vida."

O livro não tem uma linguagem muito complexa, é um ótimo livro sobre o assunto, além de ser útil.

Como agir diante do Bullying

No mundo real ou virtual, o problema requer atenção de pais e professores. Se a escola é o local em que a criança sofre a intimidação, os pais devem entrar em contato com professores e diretores, que devem coibir esse tipo de ação entre os estudantes.

“É preciso também estimular a auto-estima dos pequenos. As maiores vítimas são as crianças tímidas, que não conseguem se defender e exigir que os colegas parem com a "brincadeira". Os pais devem incentivar a criança a fazer isso, sem estimular a violência. A criança deve conseguir dizer com firmeza: "eu não quero brincar", "eu não sou isso que você está dizendo". Brigar com o filho vítima de bullying não dará a coragem que a criança precisará para ser firme”, explica a pedagoga Cleo Fante, especialista em bullying.

Alguns fatores podem justificar a dificuldade de defesa das vítimas: estar em minoria frente aos agressores; ser de menor estatura ou força física; apresentar pouca habilidade de defesa e de auto-expressão; inabilidade em lidar com as circunstâncias estressantes e desagradáveis; pouca flexibilidade psicológica e baixa resistência à frustração. No entanto, isso ocorre principalmente por sentirem medo de seus agressores. Quem sofre bullying deve exigir que os colegas parem com a "brincadeira", exigir isso sem violência.

As causas do bullyng

Primeiramente, peço desculpas pelo meu desaparecimento do blog, pois tive uma semana bem cheia e quando tinha um tempo livre fiquei sem internet.

Algumas pessoas consideram o bullying uma ação primitiva, pois é como que um instinto. Em todas as espécies existe um ser que intimida o outro, seja através de defesa de território, prioridade de acasalamento, etc. Mas será que o bullying é realmente isso?

Ontem, quando fui dormir, fiquei pensando: "O que leva uma criança/adolescente a praticar o bullying?". Talvez a má educação e violência doméstica, ou até mesmo a "super proteção" dos pais. Decidi fazer uma pesquisa, e aqui está a resposta:

"Bullying é causado pela "necessidade" de um indivíduo de se impor sobre outro para satisfação pessoal e demonstração de poder. Acontece entre crianças e adolescentes quando essa "necessidade" é maior, pois é quando a sua "definição social" se está formando, assim como a sua personalidade se está estabilizando.”

Talvez essa seja a resposta mais cabível.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Demi Lovato - Teens Against Bullying

Apresentaremos um vídeo feito pela atriz e cantora Demi Lovato num projeto anti-bullying nos USA. Há pouco tempo ocorreu um suicídio de uma estudante de 15 anos nos Estados Unidos, que após sofrer uma série de ataques físicos e verbais, descrito como torturante, ela teria sido vítima de calúnias e atacada com latas de bebidas. O que chamou a atenção de várias pessoas para esse assunto. Confira:





Confira este outro, feito no dia 25 de setembro de 2009, do qual Demi Lovato diz que já sofreu bullying.


Câmara de Porto Alegre cria lei contra bullying

Prevenir a humilhação e a violência entre colegas de escola é o principal objetivo de um projeto de lei aprovado ontem por unanimidade na Câmara Municipal de Porto Alegre. De autoria do vereador Mauro Zacher (PDT), a proposta é combater o bullying com políticas permanentes nas escolas da capital gaúcha.

Para acabar com ações como disseminação de fofoca, boatos e agressões físicas e psicológicas – atitudes consideradas bullying pelo projeto –, o texto prevê o desenvolvimento de planos locais para a prevenção e o combate às práticas nas escolas com a capacitação de docentes e equipes pedagógicas para o diagnóstico do problema.

– O objetivo é que o município invista em ações que ajudem a acabar com uma cultura escolar que permite essas ações. Uma das consequências dessas práticas é a queda no desempenho do aluno, evasão escolar e, muitas vezes, até tentativa de suicídio da vítima – afirma Zacher.

Um levantamento feito em Porto Alegre, na Escola Estadual Odila Gay, pelo especialista Marcos Rolim, concluiu que 47% dos jovens, alunos do Ensino Fundamental, foram vítimas de bullying.

O que diz a lei:

::: Práticas como ameaças e agressões físicas como bater e socar, submissão do outro, pela força, à condição humilhante, destruição proposital de bens alheios, insultos ou atribuição de apelidos vergonhosos ou humilhantes, comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças econômico-sociais, físicas, culturais, morais e religiosas são alguns exemplos.

Fonte: (http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc/19,0,2820425,Camara-de-Porto-Alegre-cria-lei-contra-bullying.html)

Uma Luta Mundial - veja as atitudes de outros países.

Diversos países do mundo vêm traçando estratégias para reduzir a agressividade entre estudantes. Confira alguns dos casos considerados mais significativos:

Portugal

- Um estudo indica que 23% das crianças sofrem bullying duas ou três vezes por mês. A Procuradoria-geral da República de Portugal pretende definir o bullying como um crime específico de violência escolar previsto no Código Penal do país. Com isso, passaria a ter um enquadramento penal diferente do que costuma ser aplicado a casos de violência em geral. Além disso, a denúncia de agressões no âmbito escolar passaria a ser obrigatória por parte dos diretores das escolas. A proposta foi encaminhada no final de março para os ministérios da Justiça e da Educação.

Noruega

- As pesquisas sobre os efeitos nocivos do bullying tiveram impulso, no final dos anos 70, graças ao trabalho de estudiosos como o pioneiro Dan Olweus. Ele desenvolveu um questionário capaz de identificar e quantificar os casos de hostilidade entre colegas e permitiu vincular casos de suicídio juvenil com a perseguição sistemática sofrida no ambiente escolar. A Noruega foi um dos primeiros países a lançar um programa nacional antibullying. Ele prevê a adoção de regras de convívio, formação de comitês escolares, treinamento de professores e apoio às vítimas.

Espanha

- Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade Complutense de Madri desenvolveu um método aplicado, segundo os responsáveis, com sucesso em escolas espanholas. Utiliza-se um programa de computador em que os alunos identificam, de forma anônima, os colegas de que gostam ou não na turma. Assim, os educadores conseguem descobrir problemas de relacionamento e agir de forma preventiva, antes que o bullying ocorra.

Canadá

- Cerca de 10% a 15% dos estudantes secundários afirmam serem vítimas de violência física ou psicológica ao menos uma vez por semana. O país investe em pesquisa e campanhas de prevenção por meio do Centro Nacional de Prevenção ao Crime. Projetos recebem financiamento a fim de desenvolver ações antiviolência, seja em uma ou poucas escolas, seja com amplitude nacional.

Finlândia

- A Finlândia é um dos poucos países que já especificou, por meio de lei, esse tipo de violência escolar. Quando a intimidação é promovida de forma persistente e intencional – características fundamentais do bullying –, o agressor pode ser punido com penas que vão desde o pagamento de multa até restrição de liberdade. As escolas onde os atos de violência são registrados, caso não tenham se empenhado em preveni-los, ficam sujeitas a processos judiciais por negligência.

Estados Unidos

- Nos Estados Unidos, muitos casos de reações violentas de alunos estão ligadas a histórico de bullying, como o notório massacre de Columbine, em 1999. Como reação aos casos de perseguição escolar, a maior parte dos Estados norte-americanos já aprovou leis para coibir esse tipo de violência e que obrigam as escolas a adotar planos de prevenção e medidas disciplinares para combater as ações de intimidação. A prevenção ao bullying também costuma fazer parte do currículo dos alunos.

República Checa

- Após três episódios dramáticos registrados em 1999, em que uma criança atirou em si mesma, outra teve um colapso nervoso e uma terceira foi ameaçada de afogamento por colegas, o governo checo lançou um projeto piloto para combater o bullying. Colocado em prática em 2002 e 2003, o programa levou à constatação de que uma abordagem ampla – incluindo treinamento de todo o pessoal escolar, educação das famílias, ação conjunta da polícia e de conselhos locais e supervisão das atividades – é capaz de reduzir em até 75% os casos de violência.

Fonte: Zero Hora

sábado, 15 de maio de 2010

Atos de Bullying que terminaram em tragédia

Sabemos então o que é bullying, os efeitos que causam e um dos muitos casos que aconteceram no Brasil, o caso de Felipe, que foi vitimado, mas não reagiu há humilhação que lhe eram feitas, não terminou em tragédia. Mas existem casos de bullying que terminaram em morte:

*Estados Unidos – Colorado - 1999
Dois estudantes da Columbine High School , Eric Harris, 18 anos, e Dylan Klebold, 17 anos, mataram 12 colegas de 1 professor da escola e depois cometeram suicídio. Os dois estudantes sofriam de bullying. Este caso virou um filme “Tiros em Columbine”, de Michael Moore, que ganhou o Oscar em 2003.

*Brasil – São Paulo - 2003
Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, sofria bullying dos seus colegas de classe desde os 7 anos. Em 2003, o estudante foi no colégio em que estudou armado com um revólver, atingiu nove pessoas e depois se suicidou.

*Estados Unidos – Virgínia – 2007
O estudante da Virgínia Tech, Cho Seung-hui, 23 anos, coreano, invadiu a universidade em que estudava, matou 30 pessoas, dentre uma delas, um professor, e depois se matou.

Esses são alguns casos de bullying que viraram tragédia. Isso porque as pessoas não se conscientizam de que o ato é humilhante e não uma brincadeira, e não percebem que isso prejudica o psicológico de uma pessoa temporariamente ou até para sempre.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Bullying na TV

Durante o Altas Horas deste sábado, dia 17 de abril, o apresentador Serginho Groisman promoveu uma discussão com a plateia sobre o tema. Muitas pessoas relataram casos e um menino, chamado Felipe, revelou que sofre com o bullying.

Comovidos com a agressão sofrida pelo menino, Marcius Melhem, Luciano e Maria Rita também comentaram o bullying. Para finalizar a conversa, Serginho Groisman propôs ajudar e acompanhar o Felipe para mostrar a evolução do caso.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Comercial anti-bullying

Veja esse comercial sobre o anti-bullying:







O criador desse comercial foi bullying.org que oferece programas de educação e recursos para indivíduos, famílias, instituições e organizações educacionais. A finalidade é facilitar a aprendizagem e dispor recursos educacionais para ajudar as pessoas a lidar de forma eficaz e positiva com o ato de assédio moral e as suas consequências negativas duradouras.

Quem quiser visitar: http://www.bullying.org/


(Isabelle Barbosa)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Comportamento: leve á sério desde o primeiro sinal.

Depressão, baixo auto-estima, ansiedade, abandono dos estudos-essas são algumas das características mais usuais das vítimas. O bullying é uma prática de exclusão social cujos principais alvos costumam ser pessoas retraídas, inseguras.
Além dos traços psicológicos, as vítimas desse tipo de agressão apresentam particularidades, como problemas com obesidade, estatura, deficiência física. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos
Os agressores geralmente os líderes de turma, os mais populares-aqueles que gostam de colocar apelido nos mais frágeis.

Bem além da brincadeira sem graça.

O bullying, em um conceito claro e simples, são os atos agressivos que ocorrem repetitivamente entre alunos em uma escola.
O lugar onde os alunos deviam se sentir seguros, se transforma em um pesadelo. Os alunos que sofrem bullying são atormentados pelos "valentões", que a cada dia cometem agressões físicas e também verbais, excluindo-os dos que se dizem superiores.
Por não fazerem parte do "modelo" que um determinado grupo de pessoas se encaixam, eles são perseguidos diariamente e sofrem com as várias agressões, então um bloqueio na confiança dessa pessoa acontece. Ele se recusa a ir para a escola, fica com medo de sair de casa, enfim, ocorre, involuntariamente, o desejo de se isolar.
É que o bullying vai muito além da brincadeira sem graça, ele mexe bem mais com o emocional da pessoa que sofre as agressões, do que com o estado físico. As marcas e manchas das agressões saem, mas o que fica é um imenso trauma que gera inúmeras consequências, como a falta de segurança do indivíduo em tudo que ele faz.
Não só para os que sofrem as agressões, mas também os que praticam sofrem sérios problemas. Os tais "valentões" crescem, e se tornam mais violentos com o passar do tempo, tendo como destino a cadeia, ou um futuro mal sucedido.
E então é assim, como quando se tenta unir as duas extremidades de um guardanapo de papel, o indivíduo que é rejeitado é o triângulo que não se enquadra, e o resto é o grupo que faz um "modelo", dizendo que você não se encaixa!

Isabela Aguiar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vídeo: Stop Bullying

Bullying

Você sabe o que é bullying? Pois então, o bullying é uma palavra em inglês que é utilizada para descrever atos de violência, que são praticados por uma pessoa (daí o termo "bully" que designa valentão) ou através de um grupo, onde um outro indivíduo sofre sérias agressões. Assim, podemos definir o bullying como a agressão psicológica ou física contra alguém.
É sobre isso que iremos tratar ao longo de um mês. Nos foi dada a tarefa de informar e prevenir nossos leitores. A coordenação do nosso trabalho é da professora Katilini de Oliveira, que leciona a disciplina de português. Somos alunos do 1º ano "A" do ensino médio do Colégio Grupo Gênese de Ensino (GGE), localizado em Pernambuco, na cidade de Recife.
Todos nós da equipe iremos postar algo de interesse para nossos leitores.
Nossa equipe é composta por:
  • André Lima Ramos
  • Berg Monteiro
  • Braynner Andrade
  • Camyla Gabriela
  • Isabela Aguiar
  • Isabelle Barbosa
  • Victor Duarte