
O Bullying é fonte de traumas psicológicos e baixo rendimento escolar e faz parte da realidade das escolas brasileiras e o assunto está na agenda dos pedagogos e educadores.
Há poucos dias, um estudante de 12 anos precisou passar por uma intervenção cirúrgica devido a uma agressão ocorrida dentro da unidade de ensino localizada no Jardim Hipódromo -SP. O caso foi parar na polícia e no Conselho Tutelar.
"Meu filho estava na escola, quando veio outro aluno e deu um soco nas costas dele, e outro o chutou na região genital", conta a mãe Ivaneide dos Santos.
O aluno ficou a aula toda com dor e, quando chegou em casa, não aguentou e começou a chorar. "Ele ficou segurando na escola de vergonha e não falou pra ninguém", fala.Segundo pesquisa divulgada pela organização não-governamental (ONG) Plan Brasil, quase um terço (28%) dos 5.168 estudantes brasileiros entre a 5ª e 8ª séries do primeiro grau sofreram maus-tratos em 2009.Quando esses maus-tratos são recorrentes, acontecendo mais de três vezes no mesmo ano, configuram, de acordo com a metodologia da pesquisa, em bullying.
Os mais atingidos por esses fatos são os meninos. Segundo o estudo, 12,5% dos estudantes do sexo masculino foram vítimas desse tipo de agressão, número que cai para 7,6% entre as meninas. A sala de aula é apontada como local preferencial das agressões, onde acontecem cerca de 50% dos casos relatados.Em Belo Horizonte (MG), um estudante da 7ª série de um colégio particular foi condenado a pagar uma indenização de R$ 8 mil pela prática de bullying. Na ação, a colega de classe relatou que, com pouca convivência, o garoto passou a lhe colocar apelidos e a fazer insinuações, que se tornaram frequentes com o passar do tempo.
Na Câmara Federal está tramitando um projeto que cria o Programa de Combate ao Bullying. Se aprovado, o Programa vai estabelecer medidas de capacitação de professores, campanhas para orientação dos pais e campanhas de conscientização da sociedade. Além disso, o programa tem como objetivo viabilizar a assistência psicológica, social e jurídica a vítimas e agressores.A proposta, de autoria do deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), está sendo analisada pela comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e depois tramitará nas pastas de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se todas as comissões aprovarem, o projeto não precisará ser votado pelo plenário, segue direto para o Senado.
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